Os agentes penitenciários do Rio de Janeiro estão em greve desde o início desta segunda-feira. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Sistema Penal do Rio, Francisco Rodrigues, o motivo da paralisação é pedir o fim da escala de trabalho de 12 por 36 horas. Até quarta-feira, os 45 presídios do Estado receberão apenas serviços “essenciais”. Além dos agentes, os policiais civis e professores públicos entraram em greve contra o reajuste salarial de 25% proposto pelo governo. O governador Sérgio Cabral afirmou que não há possibilidade de negociar o aumento dado aos servidores.
O presidente do Sindicato informou que a greve faz parte da mobilização de todos os funcionários do setor de Segurança Pública do Rio, sinalizando uma necessidade de mudança no sistema de trabalho e remuneração da classe.
De acordo com Rodrigues, até o momento, a greve teve 100% de adesão dos trabalhadores. As 45 unidades penitenciárias do Estado, que atendem a 22.500 presos, trabalham apenas 3.340 funcionários. Durante as 48 horas de greve, todas as atividades e visitas aos presídios estarão paralisadas. Somente serão realizados serviços de assistência médica empresarial, alimentação ou execução de alvará de soltura.
“Os servidores querem o fim do sistema de escala de serviço de 12 por 36 horas, sem ônus para o cidadão. Não haverá mudança, isso já está decidido”, declarou Francisco Rodrigues.
Segundo o presidente, a categoria está aberta à negociação com o governo, mas não abre mão do fim do sistema de escala. Nesta terça-feira, serão realizados uma assembléia e um ato público na escadaria da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, para decidir pelo fim da greve ou pela manutenção por tempo indeterminado.
Greve da Polícia Civil
Nesta segunda-feira, os Policiais Civis do Rio iniciaram uma paralisação de 72 horas, pedindo o reajuste e o rescalonamento salarial, com a reposição de uma gratificação retirada dos policiais civis em 2001, mas mantida para o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar. O rescalonamento salarial um reajuste salarial médio de 50% a 70%.
De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis do Estado (Sinpol-RJ), os agentes são contra o reajuste de 25% anunciado por Sérgio Cabral. Pela proposta do governo, profissionais dos setores de educação, saúde e segurança do estado do Rio passarão a receber o reajuste sobre o salário base da categoria, escalonado em 24 meses, a partir de setembro deste ano.
Segundo a “CBN”, Cabral declarou, na manhã desta segunda-feira, que não há possibilidade de negociar o reajuste dado aos servidores. O governador disse que o Estado não tem capacidade de pagar mais do que propôs, pois os 25% são resultado de um esforço para arrecadar recursos e proporcionar o reajuste das contas públicas.
Cabral disse ainda que vem concedendo ganhos indiretos às categorias e frisou que “não há como fazer milagre” em apenas oito meses de mandato. O governador voltou a afirmar que o ponto dos servidores grevistas será cortado.
Além dos agentes penitenciários e policiais, os professores também iniciaram uma paralisação contra o reajuste. Os servidores do setor de saúde também ameaçam entrar em greve.
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