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Alagoas pode decretar estado de emergência na saúde

17/08/2007 | 4754 pessoas já leram esta notícia. | 7 usuário(s) ON-line nesta página

O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB-AL) convocou a imprensa ontem para um pronunciamento oficial e fez um apelo para que os médicos, em greve há 82 dias, voltem ao trabalho, antes do prazo para a decretação de estado de emergência no setor de saúde do Estado, que deve ser publicado na próxima segunda-feira (20). Caso seja adotado estado de emergência, o governo poderá contratar médicos sem concurso público para substituir os grevistas; responsabilizar cível e criminalmente os profissionais que se recusarem a atender pacientes; destinar recursos, de forma emergencial para a Secretaria de Saúde e contratar serviços médicos em hospitais particulares.

Os apelos do governador não surtiram efeito nos médicos, de acordo com a GAZETA DE ALAGOAS. Hoje a categoria faz mais um protesto, mostrando que “segue unida”, nas palavras do presidente do Sindicato dos Médicos, Wellington Galvão.

“O sindicato representa legalmente os médicos e repercute as decisões que são tomadas nas assembléias. A demissão coletiva não foi decisão minha, mas da categoria”, declarou o sindicalista rebatendo a afirmação de que a opinião dos dirigentes do sindicato não corresponde à da classe médica.

As unidades de emergência Armando Lages, em Maceió, e Daniel Hoully, no Agreste, podem ficar sem neurocirurgiões a partir da próxima segunda-feira. Termina no domingo, 19, o prazo legal de aviso prévio cumprido pelos médicos desde que entraram com pedido de demissão coletiva. Eles avisam que vão parar de trabalhar.

O Hemocentro de Alagoas (Hemoal) também deve ficar sem os hematologistas, que também já cumpriram o prazo legal de aviso prévio.

O impasse entre o governo e o Sinmed levou a Defensoria Pública de Alagoas a ingressar com uma ação civil pública contra o Estado e todos os médicos que pediram demissão durante os três meses de crise na saúde. A ação foi impetrada na quarta-feira à tarde, na 17ª Vara da Fazenda Pública e prevê a aplicação de multa aos gestores estaduais, além da suspensão imediata dos registros dos profissionais no Conselho de Medicina.

 

Fonte Agência Nordeste