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Caso Jean Charles: MPF vai a Londres novamente

31/01/2006 | 2426 pessoas já leram esta notícia. | 22 usuário(s) ON-line nesta página

O subprocurador-geral da República Wagner Gonçalves estará em Londres (Reino Unido) entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro com a missão brasileira encarregada de acompanhar o andamento das investigações sobre a morte de Jean Charles de Menezes, ocorrida em 22 de julho de 2005. O eletricista brasileiro foi morto a tiros pela polícia britânica na estação de metrô de Stockwell, que o confundiu com um terrorista que teria participado dos atentados ao metrô de Londres no dia anterior.

A missão brasileira, que irá pela segunda vez ao Reino Unido, tem os seguintes objetivos: dar seqüência aos contatos formulados na primeira missão (ocorrida entre 22 e 26 de agosto de 2005); contatar familiares da vítima residentes em Londres e os advogados contratados para cuidar do caso; compreender as razões de a família ainda não ter tido acesso ao relatório produzido pela Comissão Independente de Queixas contra a Polícia (IPCC, na sigla em inglês); encontrar-se com o chefe do Ministério Público britânico (Crown Prosecution Service); e buscar informações sobre os próximos passos do processo com ênfase na fase judiciária.

Na primeira viagem a Londres, a missão teve por objetivo conhecer o sistema inglês de investigação das infrações e crimes cometidos pela polícia, manter contato com as autoridades responsáveis, além de cobrar uma apuração rápida e isenta da morte de Jean Charles.

Segundo divulgou a imprensa mundial na semana passada, a IPCC – comissão independente criada pelo governo inglês em 2004 para apurar os crimes cometidos por policiais – enviou seu relatório sobre o caso às autoridades britânicas competentes, mas não à família de Jean Charles, como havia afirmado anteriormente. Ainda de acordo com as matérias da imprensa britânica, o documento traz um final sem culpados pela morte de Jean Charles.

A missão brasileira é composta, além do membro do MPF, pelo embaixador e diretor do Departamento das Comunidades Brasileiras no Exterior do Ministério das Relações Exteriores, Manoel Gomes Pereira, e pelo diretor-adjunto do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional do Ministério da Justiça, Márcio Pereira Pinto Garcia.

Fonte PGR