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Distrito Federal não atingiu meta de vacinação nos últimos cinco anos

16/06/2007 | 11746 pessoas já leram esta notícia. | 13 usuário(s) ON-line nesta página

Brasília - Apesar das campanhas de vacinação contra a poliomielite realizadas anualmente, o Distrito Federal não conseguiu atingir nos últimos cinco anos o índice de  95% de imunização da população-alvo, crianças com até cinco anos de idade. Segundo a diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Disney Antesana, no ano passado, foram vacinadas 90% das crianças, o que é “insuficiente para fazer uma cobertura de massa”.

“Precisamos dizer aos responsáveis por essas crianças menores de cinco anos que ainda existe poliomielite no mundo. No ano passado, foram quase 2 mil casos e este ano mais de 200 casos no mundo, principalmente na África, que tem grande intercâmbio com o Brasil e com o Distrito Federal”, afirmou Disney.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, a meta para este ano é imunizar 234 mil crianças. Para isso, até as 17 horas de hoje (16), vão funcionar 337 postos fixos de vacinação, distribuídos em hospitais, centros de saúde, escolas e estabelecimentos comerciais do DF, além de 14 postos volantes. A campanha é dividida em duas etapas: a primeira, hoje, e a segunda, no dia 25 de agosto. “As duas etapas são obrigatórias”, lembra Disney Antesana.

Ao levar o filho Paulo, de cinco anos, para tomar a Sabin no Centro de Saúde da Vila Planalto, a vigilante Regiane Fernandes Costa Nunes destacou a importância da vacina: “É muito importante porque previne a doença, é uma tranquilidade”.

O governador José Roberto Arruda, que abriu a campanha no Distrito Federal, lembrou que há 20 anos o Brasil não registra casos de poliomielite. “A expectativa é que a gente possa vacinar 233 mil crianças, o que significa 95% das crianças de 0 a 5 anos, e para isso mobilizamos 2,5 mil servidores da saúde que estão fazendo a vacinação em todos os postos e hospitais do Distrito Federal”.

Segundo a Secretaria de Saúde, a vacina não deve ser dada a crianças que estejam com febre acima de 38,5 graus. 

Gláucia Gomes
Repórter da Agência Brasil

Fonte Agência Brasil