O ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau prestou ontem à noite informações à ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Com o seu depoimento, encerra-se a segunda fase de interrogatórios da Operação Navalha no Tribunal.
Durante oito dias, a ministra inquiriu quase todas as pessoas que haviam sido presas ou citadas no decorrer da operação da Polícia Federal (PF). Até a última segunda-feira (28), foram ouvidos no Tribunal 44 suspeitos.
Apenas três pessoas que haviam sido convocadas se negaram a prestar esclarecimentos durante os depoimentos: Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, e dois sobrinhos do governador do Maranhão, Jackson Lago (PDT), Alexandre Maia Lago e Francisco de Paula Lima Junior.
Nesta quarta-feira (30), foram ouvidos pela ministra os governadores de Alagoas, Teotônio Vilela, e do Maranhão, Jackson Lago, além do deputado distrital Pedro Passos (PMDB), do ex-procurador-geral do Maranhão Ulisses Martins de Sousa e do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau.
Operação Navalha
Deflagrada em nove estados (Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Goiás, Mato Grosso e São Paulo) e no Distrito Federal, a Operação Navalha apontou 48 supostos envolvidos em fraudes, licitações, desvio de recursos de obras públicas e aliciamento de agentes administrativos. As investigações começaram em novembro do ano passado.
Segundo as investigações da Polícia Federal, a construtora Gautama seria o centro de todo o suposto esquema, cooptando servidores e políticos para obter favorecimento em obras públicas federais, estaduais e municipais.
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