Cerca de 70 estudantes e integrantes de movimentos sociais que participariam hoje (24) de um ato na Sala dos Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), na região central da capital, encontraram as portas da instituição fechadas. Com a determinação de suspender as aulas e o fechamento da faculdade, o Ato em Desagravo à Invasão da Tropa de Choque na Faculdade de Direito da USP foi realizado em frente à faculdade.
Segundo a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Lúcia Stumpf, o objetivo da manifestação foi chamar a atenção da sociedade para o fato de integrantes de movimentos sociais terem sido retirados da universidade pela tropa de choque da Polícia Militar, na madrugada de quarta-feira (22), quando participavam de ato pela melhoria do ensino no país.
“O objetivo era conseguir mobilizar a sociedade para fazer o desagravo à atuação violenta e truculenta da tropa de choque que invadiu a universidade quando movimentos sociais faziam uma ocupação política e pacífica do Largo São Francisco, para chamar a atenção da sociedade para a falta de políticas de inclusão das camadas da sociedade mais carentes da população no ensino superior brasileiro”, afirmou.
Na opinião de Lúcia Stumpf, a atitude do diretor da universidade, João Grandino Rodas, determinando o fechamento da universidade hoje, demonstra sua falta de disposição para dialogar com os movimentos sociais. “Ele deu uma demonstração de que compreende a universidade como uma propriedade particular, e não um bem público que pertence a toda a população do estado de São Paulo. Ele fechou as portas da USP temendo talvez uma nova invasão e isso foi mais uma demonstração da truculência”.
Lúcia Stumpf disse que a manifestação faz parte da Jornada Nacional de Lutas da UNE em Defesa da Educação. “Milhares de estudantes saíram às ruas, em todo o Brasil, na luta por uma universidade pública aberta para a sociedade brasileira, uma universidade pública diferente da que temos hoje, com mais vagas, com plano nacional de assistência estudantil para que seja, de fato, um espaço democrático, a serviço do desenvolvimento nacional”, acrescentou.
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