A Secretaria-Geral da Presidência da República e o Itamaraty realizam reunião com representantes das principais organizações sociais brasileiras para discutir política externa, diálogo social e participação pública na agenda internacional.
O governo federal analisa a possibilidade de criação de uma rede nacional de TVs públicas, afirmou nesta terça-feira (13) o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Dulci. A secretaria comandada por Dulci é responsável pela Secretaria de Comunicação (Secom), que perdeu status de ministério após a saída de Luiz Gushiken.
A rede não teria como objetivo divulgar ações de governo. Segundo Dulci, o objetivo seria levar a todo o país temas de interesse da sociedade. "As ações do governo falam por si. O objetivo da TV pública é mesmo prestar um serviço público. Tratar daqueles temas que são importantes para a sociedade, que interessam a milhões de pessoas e que nem sempre são tratados pelas TVs privadas", afirmou após reunião com movimentos sociais no Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores.
"Quase todas as grandes democracias têm TVs públicas fortes, com peso, cumprindo um papel específico que as redes privadas não cumprem", destacou o ministro. "É assim que acontece na França, que a TV pública tem uma ênfase cultural e educacional maior. Na Itália, com a RAI, na Espanha, com a TVE, na Inglaterra", exemplificou.
O tema, segundo ele, foi tratado em reunião no Palácio do Planalto segunda-feira com o ministro Hélio Costa. E voltará a ser discutido em nova reunião, semana que vem, com a presença de diversos ministros.
A idéia, segundo Dulci, é que a TV pública alcance todo o território nacional. Uma possibilidade defendida pelo ministro é dar dimensão nacional a um sistema já existente, hoje integrado pela Radiobrás, que cobre 30% do território nacional. "O que o ministro Hélio Costa disse é que existem condições técnicas para que essa rede pública chegue a todo o país", relatou. "Na minha opinião pessoal, devem ser aproveitadas as estruturas de governo já existentes. Que não são de governo, são do Estado brasileiro. Têm funcionários, têm estrutura, têm um acúmulo de experiências que eu considero positivo", destacou.
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