Brasília - Os servidores administrativos e técnicos da Polícia Federal de todo o país iniciaram hoje (25) uma greve por tempo indeterminado.
Esta é a terceira paralisação este ano. A categoria reclama de receber tratamento diferenciado dentro do órgão.
Os trabalhadores esperam que o governo apresente proposta de reestruturação da carreira, em cumprimento do Termo de Compromisso firmado pelo Executivo com todas as classes da Polícia Federal (PF).
Os manifestantes alegam que até agora somente a carreira de policial foi beneficiada.
De acordo com a presidente do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Nacional de Carreira da Polícia Federal (SinpecPF), Hélia Cassemiro, a greve só vai terminar quando o governo apresentar um plano.
“A primeira greve, em abril, foi uma advertência ao governo. Eles se comprometeram a cumprir o acordo. Suspendemos a greve. Chegamos em maio e fizemos mais uma greve, o governo veio e prometeu. Mas não fez. Agora não tem mais meio termo”.
O salário baixo é a maior reclamação dos servidores administrativos. Segundo o motorista Miguel Batista, há 20 anos na instituição, para receber uma remuneração mais adequada ele precisa fazer sacrifícios. “Vou ficar dois meses fora de casa em missão. Isso tudo para ganhar um extra no salário”.
De acordo com o SinpecPF, a paralisação dos 3,5 mil funcionários vai prejudicar serviços da PF nas Superintendências Regionais, em portos, aeroportos e áreas de fronteira. “Expedição de passaporte, controle de entrada e saída de estrangeiros, controle e abastecimento de viaturas serão todos prejudicados”, garante a presidente do Sindicato.
Entre as reivindicações dos servidores estão o plano especial de cargos da PF, concurso público para três mil vagas, a nacionalização das atuais nomenclaturas e um reajuste salarial nas tabelas de cargas.
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