Eecife - A Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar de Pernambuco (Fetraf-PE) decidiu lembrar o Dia do Trabalhador promovendo ocupações de propriedades rurais nas regiões do Sertão, Zona da Mata e Agreste do estado. A estimativa é que 800 famílias participem das ocupações de fazendas e engenhos hoje (1º).
Segundo o coordenador da entidade, João Santos, a ação é uma forma de chamar a atenção sobre a importância de agilizar o processo de reforma agrária. Ele diz que, por não ter terra para trabalhar, milhares de famílias de agricultores estão vivendo precariamente em periferias das cidades, o que acaba contribuindo para o desequilíbrio socioeconômico do país.
"Nossa intenção é denunciar que a morosidade na distribuição de terras vem prejudicando o desenvolvimento da agricultura familiar e penalizando a classe trabalhadora”.
À tarde - no município de Camocim de São Félix, no Agreste -, a Fetraf pretende reunir cinco mil agricultores familiares na sede do Sindicato dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, onde será realizado um ato público, seguido de um bingo com sorteio de diversos prêmios.
Na capital pernambucana, a prefeitura do Recife programou um concerto ao ar livre da orquestra sinfônica da cidade. No repertório, selecionado pelo maestro Osman Gióia, obras clássicas e populares da música internacional e brasileira.
Pela primeira vez, a sinfônica vai executar o hino da Internacional Socialista, com arranjo do maestro Clóvis Pereira. A canção, que tem letra original em francês, tornou-se o hino do socialismo internacional revolucionário.
As centrais sindicais do estado anteciparam para ontem (30) as mpbilizações pelo 1º de maio, realizando passeatas pelas ruas do centro do Recife para protestar contra a aprovação da Emenda 3 no Congresso Nacional. A medida limita a atuação dos auditores fiscais do trabalho.
“É uma proposta que tira o poder dos auditores de autuar empresas que estejam cometendo irregularidades, como o não pagamento do 13º salário, Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e outros direitos", disse o presidente regional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Sérgio Goiana. "É fundamental que essa emenda seja derrubada, caso permaneça, os espaços ficarão livres para empresas que querem explorar os trabalhadores”.
Além da CUT, participaram do movimento a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) e a Nova Central Sindical de Trabalhadores.
Marcia Wonghon
Repórter da Agência Brasil
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