Notícias

Operação Fox desarticula quadrilhas que atuavam em prefeituras no interior de Sergipe

19/07/2006 | 1400 pessoas já leram esta notícia. | 17 usuário(s) ON-line nesta página


O Ministério Público Federal em Sergipe e a Polícia Federal realizaram hoje, 18 de julho, no estado, a Operação Fox, ocasião em que foram presas 35 pessoas, entre as quais oito prefeitos, seis de municípios sergipanos, um da Bahia e um de Alagoas. Os agentes federais realizaram também buscas e apreensões de documentos e computadores em 62 locais, entre residências, sedes de prefeituras e empresas, que passarão por um processo de perícia. Mais de trezentos policiais federais, entre os quais setenta delegados, vindos de todo o Brasil, participaram da operação.
 
A Operação Fox resultou de investigação de mais de dois anos iniciada pelo procurador da República Paulo Gustavo Guedes Fontes, do Ministério Público Federal em Sergipe que, em fevereiro de 2004, a partir de uma denúncia, requereu à Justiça Federal a interceptação telefônica de várias pessoas. A investigação foi operacionalizada pela Polícia Federal e contou com a participação de delegados e agentes provenientes de outros estados.

O trabalho investigativo conseguiu comprovar a existência de quadrilhas atuando em  prefeituras do interior de Sergipe, fraudando licitações e desviando verbas federais da saúde e da educação. Os envolvidos, com a participação de funcionários das prefeituras, montavam procedimentos licitatórios fictícios, superfaturavam compras de medicamentos e forneciam notas fiscais que possibilitavam o desvio de verbas. Foi constatado também o pagamento de propinas a servidores das prefeituras e em alguns casos aos próprios prefeitos.

O processo estava na 2a Vara da Justiça Federal em Sergipe, até março de 2006, quando, em razão do envolvimento direto de prefeitos, teve de ser deslocado para o Tribunal Regional Federal da 5a Região, em Recife. As prisões e buscas realizadas foram autorizadas pelo desembargador federal Napoleão Nunes Maia, que proibiu a divulgação dos nomes dos envolvidos. As prisões são temporárias e destinadas à obtenção de mais provas sobre os eventuais crimes praticados.

Os procuradores do Ministério Público Federal em Sergipe acompanharam de perto o desenrolar da operação e deverão estar presentes aos interrogatórios dos principais investigados.


 

Fonte PGR