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STJ retoma depoimentos da Operação Navalha

22/05/2007 | 1016 pessoas já leram esta notícia. | 8 usuário(s) ON-line nesta página

No primeiro dia de depoimentos da Operação Navalha, foram ouvidas, ao todo, 12 pessoas por suposto envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos de obras públicas e aliciamento de agentes administrativos. O inquérito corre em segredo de justiça.

O servidor público de Camaçari (BA) Zaqueu de Oliveira Filho foi o último a ser ouvido pela ministra Eliana Calmon, relatora do inquérito que trata dos fatos investigados pela Operação Navalha, da Polícia Federal.

Além dos 11 previstos pra depor ontem, a ministra Eliana Calmon ouviu também o ex-chefe de gabinete da Secretaria de Agricultura na gestão do deputado distrital Pedro Passos Junior, Adão Pirajara Amador Farias. Ele foi preso em flagrante pela Polícia Federal por determinação da ministra, na tarde desta segunda-feira, quando destruía provas.

Novos depoimentos

Hoje (22), mais doze pessoas devem prestar depoimento à ministra. Pela manhã, estão previstos os de Roberto Figueiredo Guimarães, Adeilson Teixeira, secretário de Infra-estrutura de Alagoas; Denisson de Luna Tenório, subsecretário de Infra-estrutura de Alagoas; Enéas de Alencastro Neto, representante do governo de Alagoas em Brasília; José Vieira Crispin, diretor de Obras da Secretaria de Infra-Estrutura, e Márcio Fidelson Menezes, ex-secretário de Infra-estrutura de Alagoas. O deputado distrital Pedro Passos Junior será ouvido apenas após a Câmara Legislativa do Distrito Federal decidir sobre a revogação de sua prisão.

À tarde, devem ser ouvidos Ivo Almeida Costa, assessor de gabinete do Ministério de Minas e Energia; Sérgio Luiz Pompeo Sá, assessor do Ministério das Minas e Energia; Jorge Targa Juni, presidente da Companhia Energética do Piauí (Cepisa); Luiz Carlos Caetano, prefeito de Camaçari; Edílio Pereira Neto, assessor do secretário de Obras de Camaçari, e o empresário José Edson Vasconcelos Fontenele.

Eles estão entre as 47 pessoas presas preventivamente pela Polícia Federal na última quinta-feira (17) por determinação da ministra Eliana Calmon, por suposto envolvimento em fraudes em licitações, desvio de recursos de obras públicas e aliciamento de agentes administrativos.

Fonte STJ